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#2000

Daniel Hirschfeld

Origem da fortuna: Varejo de moda

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Biografia

Daniel Hirschfeld é presidente do vendedor de roupas casuais The Buckle, baseado em Nebraska; ele possui cerca de um terço da empresa.

O Fivela tem 440 lojas em 42 Estados Unidos e vende roupas online também.

O avô de Hirschfeld abriu uma loja de roupas masculinas no início dos anos 1900 e seu pai começou o negócio atual em 1948.

Sob Hirschfeld, o varejista voltou sua atenção para o jeans e adicionou roupas femininas na década de 1970.

Hirschfeld se demitiu como CEO em 1991, um ano antes da empresa tornar-se pública.

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Buckle

A grande mentira das megafortunas: O caso de Daniel Hirschfeld

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Daniel Hirschfeld, vinculada a Moda e Varejo e 'Varejo de moda', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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