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#2280

Daniel Dines

Origem da fortuna: Software

Patrimônio líquido

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Módulos

Biografia

Daniel Dines é cofundador e CEO da UiPath, uma empresa de automação de processos robótica que foi divulgada na Bolsa de Valores de Nova Iorque em abril de 2021.

Dines começou DeskOver em 2005 em Bucareste, Romênia. Mais tarde, ele rebatizou o UiPath e mudou sua sede para Nova York em 2018.

Clientes como o banco japonês Sumitomo Mitsui ou Toyota North America podem gastar milhões no "robô" virtual da UiPath que pode automatizar tarefas complexas e repetitivas.

Um ávido leitor, Dines disse em uma história de capa da Forbes 2019 que ele lê de manhã, muitas vezes não aparecendo no escritório de UiPath até as 11h.

A UiPath registrou US$ 1,4 bilhão em receita e uma perda líquida de US$74 milhões no ano fiscal até janeiro de 2025.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Daniel Dines

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Daniel Dines, vinculada a Tecnologia e 'Software', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 13 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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