Clóvis Ermírio de Moraes
Origem da fortuna: Diversificado
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Biografia
Clóvis Ermírio de Moraes, é herdeiro do conglomerado industrial brasileiro Votorantim, fundado por seu avô José Ermírio de Moraes.
A fortuna Votorantim data de 1918, quando José comprou uma fábrica têxtil em São Paulo.
A mãe de Clóvis, Maria Helena Moraes Scripilliti, ocupou 25% da empresa antes de dar as apostas para seus quatro filhos.
O Grupo Votorantim atua em mais de 20 países e tem interesses em alumínio, celulose e papel, energia, cimento e banca.
Ele ocupa cargos no grupo desde 1980 e é diretor da Hejoassu Administracao, holding da família.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Clóvis Ermírio de Moraes
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Clóvis Ermírio de Moraes, vinculada a Diversificado e 'Diversificado', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.