Cheah Cheng Hye
Origem da fortuna: Investimentos
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Biografia
Cheah Cheng Hye é presidente honorário da empresa de gestão de ativos listada em Hong Kong Value Partners Group, que co-fundada em 1993 e divulgada em 2007.
Ele se demitiu como co-presidente em janeiro de 2025.
Nascido na Malásia, trabalhou como repórter, subeditor e escritor no jornal Star no país depois de deixar a Escola Livre Penang com um diploma de ensino médio.
Em 1974, viajou para Hong Kong, onde teve períodos de jornalismo no Standard, HK-TVB News, no Asian Wall Street Journal e no Far Eastern Economic Review.
Trabalhou no Morgan Grenfell Group em Hong Kong antes de iniciar o Value Partners.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Cheah Cheng Hye
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Cheah Cheng Hye, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.