Charoen Sirivadhanabhakdi
Origem da fortuna: Bebidas, Imóveis
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Biografia
Filho de um vendedor ambulante de Bangkok, Charoen Sirivadhanabhakdi controla a bebida tailandesa, o maior produtor de bebidas da Tailândia e distribuidor por receita, conhecido por sua cerveja Chang.
Outros grandes ativos incluem Cingapura bebida e propriedade gigante Fraser & Neave.
O império de varejo de Charoen inclui a cadeia de hipermercado Big C Supercenter, adquirido em 2016 por mais de $6 bilhões.
Charoen listou sua unidade de propriedade privada, Asset World, em outubro de 2019 e continua a ter uma participação maioritária. Tem hotéis em pontos turísticos como Bangkok, Phuket, Krabi e Pattaya.
Em 2025, Charoen transferiu ações em empresas-chave para seus cinco filhos.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Charoen Sirivadhanabhakdi
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Charoen Sirivadhanabhakdi, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Bebidas, Imóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 87 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.