Charles Simonyi
Origem da fortuna: Microsoft
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Biografia
O antigo funcionário da Microsoft Charles Simonyi é o homem por trás de alguns dos softwares mais bem sucedidos da empresa, incluindo Word e Excel.
O desenvolvedor tem um Ph.D. em ciência da computação de Stanford e trabalhou em um dos primeiros computadores pessoais em Xerox.
Ele entrou para a Microsoft, em seguida, uma empresa novato, como empregado No. 40 em 1981 e passou duas décadas em desenvolvimento de aplicativos.
Nativo da Hungria, ele deixou a Microsoft em 2002 e fundou o Software Intencional, que desenvolve plataformas para aplicativos de produtividade.
A Microsoft adquiriu o Software Intencional em 2017 por um preço não revelado, trazendo Simonyi de volta ao gigante Redmond, Washington.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Charles Simonyi
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Charles Simonyi, vinculada a Tecnologia e 'Microsoft', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 60 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.