Charles Bronfman
Origem da fortuna: Licor
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Biografia
Em 2000, Charles Bronfman e seu sobrinho Edgar Bronfman Jr. venderam os espíritos da família e o gigante do álcool Seagram para Vivendi por 30 bilhões de dólares.
Seu pai Samuel Bronfman, um imigrante russo para o Canadá, começou uma pequena destilaria em 1924 e finalmente comprou Seagram.
Desde a venda, Charles, que uma vez co-presidiu Seagram, voltou-se para a filantropia, autor de dois livros sobre o assunto e assinando O Juramento Giving.
Bronfman deu ou prometeu pelo menos US $ 350 milhões, principalmente para a promoção da cultura canadense e da conexão da comunidade judaica com Israel.
O filho de Bronfman, Stephen, dirige Claridge, a empresa de investimento privada de Montreal que Charles fundou em 1987.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Charles Bronfman
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Charles Bronfman, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Licor', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 17 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.