Bulat Utemuratov
Origem da fortuna: Mineração, bancos, hotéis
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Biografia
A Bulat Utemuratov é um investidor do Cazaquistão cujo portfólio de investimentos inclui participações no setor hoteleiro e empresas de telefonia móvel Kar-tel e Sky Mobile do Quirguistão.
Em 2012, ele liderou a venda da empresa mineral Kazzinc à empresa Glencore por US$ 1,4 bilhão em dinheiro e ações, que ele vendeu em 2021.
Utemuratov comprou 88% do Forte Bank do Cazaquistão por 400 milhões de dólares em 2014.
Em 2025, o empresário vendeu o hotel Ritz-Carlton Vienna, a empresa de mineração de ouro RG Gold no Cazaquistão, a franquia Burger King no Cazaquistão e a Sky Mobile LLP no Quirguistão.
Uma de suas maiores transações foi a venda de 2007 do Banco ATF do Cazaquistão para o banco italiano UniCredit por um relatado $ 2,2 bilhões
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Bulat Utemuratov
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Bulat Utemuratov, vinculada a Metais e Mineração e 'Mineração, bancos, hotéis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 38 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.