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Bruce Flatt
#586

Bruce Flatt

Origem da fortuna: Gestão monetária

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Biografia

Bruce Flatt é o CEO da Brookfield Corp., uma empresa de investimento alternativa de 1 trilhão de dólares (ativos) com operações imobiliárias, de infraestrutura e de capital privado.

Brookfield saiu do seu negócio de gestão de ativos em 2022, e Flatt nomeou protegido Connor Teskey CEO desta entidade em 2026.

Nativo de Winnipeg, ele se juntou a uma empresa de contabilidade fora da faculdade, em seguida, aceitou um emprego no conglomerado canadense Brascan, que logo quase entrou em colapso.

Ele ajudou a reviver Brascan através de uma série de acordos imobiliários e tornou-se CEO em 2002, reabastecendo a empresa em Brookfield Asset Management.

Seus acordos vencedores incluem comprar Olympia & York em 1996 e Canary Wharf de Londres em 2015, e recapitalizar Propriedades Gerais de Crescimento em 2010.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Bruce Flatt

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Bruce Flatt, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Gestão monetária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 48 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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