Bruce Beal Jr
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
Bruce Beal Jr. é o presidente da imobiliária de Nova Iorque, onde também é sócio.
Beal entrou para a firma em 1995, dois anos depois de se formar em Harvard. Ele se tornou presidente da empresa em 2012 e agora gerencia o processo de desenvolvimento do dia-a-dia.
Ao todo, Related desenvolveu ou adquiriu mais de US $ 60 bilhões de propriedades de todos os tipos, desde a Califórnia até Abu Dhabi até Londres.
Beal também possui uma participação no Miami Dolphins da NFL e faz parte do grupo de investidores que comprou Boston Celtics da NBA por US$ 6,1 bilhões.
O tataravô de Beal Abraham Beal fundou em 1878 o desenvolvedor baseado em Boston, as Companhias Beal. A empresa fundiu-se com Related em 2013 para formar Related Beal.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Bruce Beal Jr
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Bruce Beal Jr, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.