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Bernard Ecclestone
#1606

Bernard Ecclestone

Origem da fortuna: Fórmula Uma

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Biografia

Bernie Ecclestone tomou Fórmula Um de uma competição de corridas de nicho para um fenômeno global ao longo de uma carreira de quatro décadas.

O homem apelidado de "F1 Supremo" pelos tablóides britânicos finalmente desistiu do leme em 2017, quando a Liberty Media comprou F1 por US$ 4,4 bilhões.

Filho de um capitão de traineira, ele construiu um dos maiores concessionários de carros usados do Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial, então comprou a equipe de corrida Brabham em 1971.

Ecclestone eventualmente assumiu o controle da governança de F1 e dominou o negócio, apesar de vender a maior parte de sua participação no final dos anos 90.

Ele se declarou culpado de fraude depois de esconder cerca de $530 milhões em um fundo em Cingapura; Ecclestone concordou com um acordo de $802 milhões.

Ativos Financeiros

Bolsa
NASDAQ
Ticker
FWONK-US
Empresa
Liberty Media Corp. Shs -C-

A grande mentira das megafortunas: O caso de Bernard Ecclestone

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Bernard Ecclestone, vinculada a Esportes e 'Fórmula Uma', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 19 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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