Ayman Hariri
Origem da fortuna: Construção, investimentos
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Biografia
Ayman Hariri é filho do falecido Rafik Hariri, primeiro-ministro do Líbano, que foi assassinado enquanto estava no cargo em 2005.
Herdou uma participação na empresa de construção saudita de seu pai, Saudi Oger, e vendeu-a ao seu irmão Saad em 2014.
Em 2017, ele vendeu sua participação de 42% na holding familiar GroupeMed, que tem interesses em bancos e imóveis, por $535 milhões.
Ele investe em startups através da empresa Red Sea Ventures, sedeada em Nova Iorque; entre seus investimentos estava o termóstato inteligente Nest, agora parte do Google.
Ele é cofundador e CEO da Vero, uma plataforma de mídia social sem anúncios que permite aos usuários compartilhar músicas, vídeos e fotos.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Ayman Hariri
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Ayman Hariri, vinculada a Construção e Engenharia e 'Construção, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 10 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.