Axel Oberwelland
Origem da fortuna: Doces
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Biografia
Axel Oberwelland é proprietário da companhia alemã de doces August Storck KG, cujas marcas incluem o original de Werther, Riesen e Toffifee.
O bisavô de Oberwelland August Storck fundou o negócio na cidade de Westphalia de Werther em 1903.
Na época, os doces normalmente eram vendidos desempacotados e sem marca. Ele empacotou o seu individualmente e deu-lhes nomes rápidos.
Hoje, Storck emprega mais de 5.000 pessoas, vende produtos em mais de 100 países e gera cerca de US $ 2 bilhões em receita anual estimada.
Axel tornou-se a quarta geração de sua família a liderar a empresa depois que seu pai, Klaus, se aposentou no 100o aniversário de Storck em 2003.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Axel Oberwelland
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Axel Oberwelland, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Doces', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.