Antonio Del Valle Ruiz
Origem da fortuna: Produtos químicos
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Biografia
Antonio del Valle Ruiz trocou uma participação em um banco mexicano pelo controle do que agora é conglomerado químico Orbia Advance Corp.
Ele e seus seis filhos possuem uma participação de 46% na Orbia Advance Corp., anteriormente chamada Mexichem.
Del Valle também possui participação majoritária no Grupo Financiero BX+, que controla o Banco Ve Por Mas.
Através do conglomerado do Grupo Kaluz da família, o Del Valle também possui participações nas empresas de construção Elementia e Fortaleza Materiales, bem como no Banco Byline de Chicago.
Del Valle colocou seus filhos em cargos executivos em suas empresas, mas ainda está envolvido em decisões estratégicas como "Presidente Honorário para a Vida".
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Antonio Del Valle Ruiz
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Antonio Del Valle Ruiz, vinculada a Manufatura e 'Produtos químicos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 27 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.