Andrew Cherng
Origem da fortuna: Fast food
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Biografia
Andrew Cherng co-fundou a cadeia chinesa de fast-food Panda Express, ao lado de sua esposa Peggy Cherng.
Nascido na China, sua família se mudou para Taiwan e Japão antes de imigrar para os EUA, onde conheceu Peggy como caloura na Baker University, no Kansas.
O casal lançou Panda Express em 1983 em um shopping Glendale, Califórnia.
Hoje, a cadeia de 2.600 lugares estende-se dos EUA ao Canadá, México, Dubai e Coreia do Sul. Os Cherngs são co-CEO.
Em 2018, o casal investiu em um grupo que comprou o Mandarim Oriental hotel, agora o Waldorf Astoria, em Las Vegas por $214 milhões.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Andrew Cherng
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Andrew Cherng, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Fast food', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 48 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.