Andrei Guryev
Origem da fortuna: Fertilizantes
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Biografia
Andrei Guryev e sua família possuem quase 50% da PhosAgro, um dos maiores produtores mundiais de fertilizantes à base de fosfato.
Demitiu-se como vice-presidente do conselho de administração de PhosAgro em março de 2022, depois de seu filho ter sido incluído na lista de sanções da UE. Ele foi sancionado mais tarde pelo Reino Unido e EUA.
Enquanto isso, seu filho, Andrei A. Guryev, deixou de ser CEO da PhosAgro ao mesmo tempo.
Ex-líder do comitê comunista em Moscou, Guryev começou como vice-diretor do Grupo Mikhail Khodorkovsky Menatep em 1990.
Após Khodorkovsky, seu antigo chefe e uma vez a pessoa mais rica da Rússia, foi para a cadeia, Guryev liderou uma compra da subsidiária da Menatep PhosAgro.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Andrei Guryev
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Andrei Guryev, vinculada a Manufatura e 'Fertilizantes', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 77 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.