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Biografia
A fortuna de Anatoly Skurov deriva da venda de suas participações no produtor de carvão Sibuglemet e fabricante de fertilizantes Uralkali, que é negociado em Moscou.
É um ex-desenhista das fábricas soviéticas de construção de máquinas e trabalhou para o produtor estatal de carvão Rosugol, onde participou na reforma da indústria de carvão russa.
Em 1995, com Vladimir Melnichenko e Valentin Bukhtoyarov, ambos bilionários, fundou o produtor de carvão Sibuglemet.
Em 2017, Skurov iniciou o projeto de mineração de carvão Uvalnaya, que produz mais de 6 milhões de toneladas de carvão anualmente.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Anatoly Skurov
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Anatoly Skurov, vinculada a Energia e 'Carvão e adubos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.