Alexander Rakshin
Origem da fortuna: varejo
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Biografia
Alexander Rakshin é o fundador e proprietário da Maria-Ra, uma cadeia de varejo russa.
Ele fundou sua primeira loja Maria-Ra em 1993 em Barnaul e construiu o negócio na maior cadeia de varejo da Sibéria com mais de 1.300 locais.
Rakshin tem 25% nas empresas mais operacionais. Seus familiares (esposa, filho e filha) possuem as mesmas estacas.
A família também investe em imóveis comerciais, incluindo shopping centers e mercados, bem como edifícios de escritórios na Sibéria, Moscou e São Petersburgo.
Rakshin começou seu negócio em 1990, quando ele e seus parceiros estabeleceram uma fazenda de peles com raposas prateadas e visons para produzir chapéus de peles. Ele deixou o empreendimento para começar Maria-Ra três anos depois.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Alexander Rakshin
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Alexander Rakshin, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'varejo', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 10 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.