Alexander Evnevich
Origem da fortuna: chá, varejo
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Biografia
Alexander Evnevich co-fundou Orimi, o maior produtor russo de chá e café torrado.
Orimi foi fundada em 1994 como a empresa Orimi Trade, que geria comércio por grosso de farinha, açúcar e chá.
A empresa se tornaria um grande jogador no mercado de chá russo, eventualmente lançar sua própria produção de embalagens de chá.
Durante as décadas de 1980 e 1990, Evnevich trabalhou em Vedeneev VNIIG, o maior centro científico de projeto, construção e operação de usinas hidráulicas na Rússia.
A família de Evnevich também controla Maxidom, um grande varejista russo DIY que em 2020 adquiriu a subsidiária russa da Castorama, parte da empresa britânica Kingfisher.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Alexander Evnevich
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Alexander Evnevich, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'chá, varejo', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.