Alejandro Baillères Gual
Origem da fortuna: Diversificado
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Biografia
Alejandro Baillères Gual e seus cinco irmãos são os herdeiros da fortuna mineira construída por seu pai Alberto Baillères, que morreu em 2022.
Alejandro é o presidente do Grupo Bal, o veículo através do qual a família possui participações em uma empresa de seguros, uma empresa de fundo de pensão e muito mais.
Alejandro também é vice-presidente da empresa de mineração Industrias Peñoles, conhecida por suas minas de prata.
Seu irmão mais novo Juan Pablo Baillères é responsável pela divisão de gado e tourada do Grupo Bal.
Teresa Baillères, a irmã mais nova e única filha, tem um papel executivo na loja de departamento de luxo Grupo Palacio de Hierro.
Os outros irmãos são Raúl Baillères, Alberto Baillères e Xavier Baillères; um irmão, Mauricio Baillères, morreu em 2014.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Alejandro Baillères Gual
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Alejandro Baillères Gual, vinculada a Diversificado e 'Diversificado', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 119 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 7.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.