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Abdulsamad Rabiu
#258

Abdulsamad Rabiu

Origem da fortuna: Cimento, açúcar

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Biografia

Abdulsamad Rabiu é o fundador do Grupo BUA, um conglomerado nigeriano ativo na produção de cimento, refino de açúcar e imóveis.

No início de janeiro de 2020, Rabiu fundiu sua empresa privada Obu Cement com a firma Cement Co. do norte da Nigéria, que ele controlava.

A empresa combinada, chamada BUA Cement Plc, negocia na bolsa de valores nigeriana; Rabiu possui 98,2% dela. Ele também possui 95% do conglomerado alimentar BUA Foods.

Rabiu, filho de um empresário, herdou terras de seu pai.

Ele criou seu próprio negócio em 1988 importando ferro, aço e produtos químicos.

Ativos Financeiros

Bolsa
NIGERIA
Ticker
BUACEMENT-NG
Empresa
BUA Cement PLC
Bolsa
NIGERIA
Ticker
BUAFOODS-NG
Empresa
BUA Foods Plc

A grande mentira das megafortunas: O caso de Abdulsamad Rabiu

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Abdulsamad Rabiu, vinculada a Diversificado e 'Cimento, açúcar', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 89 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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