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Larry Page
#2

Larry Page

Origem da fortuna: Google

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Biografia

Larry Page se demitiu como CEO da Alphabet, a empresa-mãe do Google, em 2019, mas continua sendo membro do conselho e acionista controlador.

Ele co-fundou o Google em 1998 com Sergey Brin.

Com Brin, Page inventou o algoritmo PageRank do Google, que alimenta o motor de busca.

Page era CEO até 2001, quando Eric Schmidt assumiu, e então de 2011 até 2015, quando ele se tornou CEO da nova empresa-mãe da Google Alphabet.

Ativos Financeiros

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Alphabet
Bolsa
NASDAQ
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GOOG-US
Empresa
Google Inc. (Cl C)

A grande mentira das megafortunas: O caso de Larry Page

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Larry Page, vinculada a Tecnologia e 'Google', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 2148 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 140.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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