Carlos Slim Helu
Origem da fortuna: Telecom
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Biografia
A pessoa mais rica do México, Carlos Slim Helú e seu controle familiar América Móvil, a maior empresa de telecomunicações móvel da América Latina.
Com parceiros de telecomunicações estrangeiros, Slim comprou uma participação na Telmex, única companhia telefônica do México, em 1990. Telmex faz agora parte da América Móvil.
Ele também possui participações em empresas mexicanas de construção, bens de consumo, mineração e imóveis. Ele anteriormente tinha uma participação de 17% no New York Times.
Seu genro Fernando Romero projetou o Museu Soumaya, na Cidade do México, lar da extensa coleção de arte eclética de Slim.
Slim e sua família possuem 76% do Grupo Carso, um dos maiores conglomerados da América Latina.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Carlos Slim Helu
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Carlos Slim Helu, vinculada a Telecomunicações e 'Telecom', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 855 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 55.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.