Bill Gates
Origem da fortuna: Microsoft
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Biografia
Bill Gates ajudou a introduzir grandes mudanças na tecnologia pessoal com a Microsoft; agora ele está focado em dar sua enorme fortuna.
Gates, um entusiasta de computadores de uma idade jovem, saiu de Harvard para co-fundar a Microsoft com Paul Allen (d. 2018) em 1975, esperando capitalizar a disseminação de computadores pessoais.
Após Gates doar ações da Microsoft no valor de bilhões para o fundo que financia a Fundação Gates em 2022, sua participação da Microsoft é agora inferior a 1%, estima Forbes.
Em 2021, Bill e Melinda Gates anunciaram que estavam terminando seu casamento após 27 anos. É agora o único presidente da Fundação Gates.
Gates, que doou mais de US$ 59 bilhões para a Fundação Gates, anunciou em maio de 2025 que a fundação vai fechar em 20 anos.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Bill Gates
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Bill Gates, vinculada a Tecnologia e 'Microsoft', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 709 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 46.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.